Em alusão ao Dia Mundial da Tuberculose, celebrado em 24 de março, a Santa Casa de Fernandópolis chama a atenção da população para a importância da informação, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado da doença, que ainda representa um desafio para a saúde pública no Brasil.
De acordo com o infectologista da instituição, Dr. Mauricio Fernando Favaleça, o país segue entre os 30 com maior carga da doença no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). “Ainda registramos muitos casos novos todos os anos, e isso está diretamente relacionado a fatores como condições sociais, acesso à saúde e abandono do tratamento”, explica.
A tuberculose é uma doença infecciosa transmitida pelo ar, principalmente quando uma pessoa com a forma ativa pulmonar tosse, espirra ou fala. Entre os principais sintomas estão tosse prolongada por mais de três semanas, febre no fim do dia, suor noturno, emagrecimento e perda de apetite.
Segundo o especialista, ao apresentar esses sinais, é fundamental procurar atendimento médico. “O diagnóstico precoce é essencial para iniciar o tratamento rapidamente, reduzir a transmissão e aumentar as chances de cura”, destaca.
Apesar de ainda gerar preocupação, a tuberculose tem cura. O tratamento é realizado com antibióticos, disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com duração média de seis meses. “É fundamental que o paciente siga corretamente o tratamento até o fim, sem interrupções, para evitar complicações, formas graves da doença e resistência aos medicamentos”, reforça o médico.
Além disso, medidas simples podem contribuir para a prevenção, como manter ambientes ventilados, evitar aglomerações em locais fechados, utilizar máscara em situações de risco e garantir a vacinação (BCG) nas crianças para prevenção das formas graves.
A Santa Casa de Fernandópolis reforça seu compromisso com a saúde pública e a conscientização da população, destacando que a informação é uma das principais ferramentas no enfrentamento da doença. “Quando a população está bem informada, há maior procura por diagnóstico, redução do preconceito e mais adesão ao tratamento”, finaliza o infectologista.